Defeitos
Descascamento
O descascamento se caracteriza quando a película se destaca da superfície.
Normalmente este fenômeno é causado pela presença de quantidade excessiva de pó na superfície antes da aplicação da tinta. Este pó pode ser proveniente de uma superfície de reboco mal preparada ou, no caso de uma repintura, uma camada muito antiga de tinta calcinada, já descascando ou mesmo a pintura sobre caiação. A aplicação de tinta diluída incorretamente (pouco diluída) também gera este problema.
Existe, ainda, a possibilidade de o descascamento ser causado pela presença de umidade na superfície, o que pode ser notado analisando o local descascado e verificando se esta úmido ou mesmo molhado. Caso este seja a causa do problema, antes de proceder à correção do descascamento, deve ser feita a eliminação da causa da umidade, aguardando a secagem da superfície para iniciar o sistema de correção.
Correção
Todas as partes soltas ou mal aderidas devem ser removidas da superfície com espátula ou escova de aço.
Uma vez eliminadas as partes soltas deve-se proceder ao sistema de correção e repintura como descrito em “Repintura em alvenaria – mau estado”, no item “Sistemas de Pintura” deste manual.
Desagregamento
A película de tinta se destaca da superfície juntamente com a massa de nivelamento e/ou argamassa do reboco, que se apresentam esfareladas.
Este é um problema causado em função de penetração positiva ou negativa de umidade na superfície, ou ainda pela aplicação de tinta sobre superfície de reboco não curado (antes de 30 dias de cura).
Antes de proceder à correção do problema, caso exista umidade negativa deve ser feita a eliminação da sua causa, aguardando a secagem da superfície para iniciar o sistema de correção.
Correção
Todas as partes soltas, inclusive massa corrida e reboco, devem ser eliminadas com escova de aço e/ou espátula.
Caso existam imperfeições profundas na superfície (maiores do que 3 mm de profundidade), deverão ser corrigidas com argamassa de cimento e areia (1 parte de cimento para 3 partes de areia). A continuidade do processo de correção devera aguardar a cura de 30 dias dos reparos de argamassa.
Assim como no caso do descascamento uma vez feitos os reparos e a preparação inicial da superfície, deve ser seguido o sistema “Repintura em alvenaria – mau estado” deste manual.
Eflorescência
São manchas esbranquiçadas na camada de tinta geradas pelo arraste de sais alcalinos à superfície pintada por presença de umidade ou pintura sobre reboco não curado.
Mais uma vez, lembramos que antes de proceder à correção do problema, deve ser avaliada a presença de umidade negativa, eliminando-a totalmente, caso exista.
Correção
Se houver apenas disposição superficial de sais, gerando manchas brancas, deve-se apenas limpar a superfície com água para eliminá-las.
Se o esbranquiçamento não for removido com uma simples limpeza com água deve-se lixar a superfície, eliminar o pó e proceder à pintura como descrito no sistema “Repintura em alvenaria – mau estado” deste manual.
Saponificação
É a destruição da camada de tinta látex causada pela excessiva alcalinidade de certos tipos de superfícies. Este problema é agravado pela presença de umidade no substrato.
Assim como no caso da eflorescência, também surgem manchas esbranquiçadas na camada de tinta.
Este é um fenômeno mais comumente encontrado nas tintas com baixa resistência a alcalinidade, como os látex do tipo PVA e os esmaltes sintéticos, que sofrem um efeito conhecido como “retardamento indefinido de secagem”, tratado em item especifico mais adiante.
Constatada a presença de umidade, eliminá-la por completo antes de prosseguir para a correção.
Correção
A camada de tinta destruída deve ser totalmente removida com escova de aço, espátula e lixamento.
Após a eliminação da camada destruída de tinta deve-se proceder ao sistema de correção e repintura como descrito em “Repintura em alvenaria – mau estado”, no item “Sistemas de Pintura” deste manual.
Bolhas
O surgimento de bolhas na camada pintada pode ter várias causas diferentes, mas sempre relacionadas à aderência da tinta à superfície.
A aplicação de massa corrida em áreas sujeitas ao contato com a água.
Neste caso, a massa corrida não suporta a presença de água, absorvendo-a grande quantidade e, praticamente, desmanchando. A grande quantidade de água absorvida, ao tentar sair na forma de vapor, “empurra” a tinta, formando as bolhas.
Pintura sobre superfície pulverulenta.
A presença de pó na superfície pintada prejudica a aderência da tinta e, a umidade absorvida naturalmente pela superfície, ao evaporar e abandonar o substrato novamente “empurra” a película da tinta que, mal aderida à superfície, estica formando as bolhas.
Repintura sobre tinta muito antiga ou de má qualidade.
A nova tinta, quando aplicada sobre uma camada anterior mau aderida à superfície, umedece-a, fazendo com que o problema seja revelado e as bolhas apareçam.
Repintura sem lixamento prévio.
Se houver falta de lixamento e a camada anterior apresentar brilho, não haverá aderência adequada da nova tinta, o que acarretará bolhas.
Correção
A parte afetada deve ser raspada e lixada e, caso tenha sido aplicada massa corrida indevidamente em áreas molháveis, esta deve ser totalmente eliminada.
Após esta etapa, deve-se proceder ao sistema de correção e repintura como descrito em “Repintura em alvenaria – mau estado”, no item “Sistemas de Pintura” deste manual.
Manchas causadas por pingos de chuva
Estas manchas são materiais solúveis presentes na tinta, que são trazidos à superfície quando a camada recém aplicada é submetida a umidade do meio e à ação de pingos isolados de água, o que ocorre em chuvas muito leves, garoas, e sereno ou mesmo respingos de água de uma limpeza doméstica.
Estas manchas ocorrem, normalmente, com tintas a base de água, sendo mais facilmente notadas nas cores escuras, muito embora possa ocorrer com qualquer cor.
Correção
A superfície pintada deve ser imediatamente lavada com água em abundância e de maneira uniforme.
Fissuras em alvenaria
São trincas rasas e descontínuas, que surgem na superfícies de alvenaria em função de aplicação de camada muito espessa de massa corrida ou massa fina, ou ainda de utilização de cal insuficientemente hidratado na preparação da argamassa.
Além de prejudicarem esteticamente a edificação, também comprometem a integridade da pintura uma vez que as fissuras permitem a maior absorção de água pelo substrato, o que poderá levar a problemas como eflorescência ou saponificação da pintura.
Correção
A superfície deve ser limpa e todas as eventuais partes soltas eliminadas; aplicar uma demão de Metalatex Fundo Preparador de paredes pronto para uso,
aplicar um impermeabilizante acrílico, de acordo com as instruções do fabricante;
aplicar o acabamento adequado, que poderá ser o Metalatex Acrílico ou Novacor Parede, ou Kem tone Vinil Acrílico, Duraplast Acrílico ou Látex.
Trincas em alvenaria
As trincas dinâmicas têm, normalmente uma dimensão maior do que as fissuras, além de não serem descontínuas. Surgem em função de movimentações das estruturas.
Correção
A trinca deve ser aberta com qualquer tipo de ferramenta que possibilite a obtenção de um perfil final em forma de “V” com, aproximadamente, 1 cm de profundidade; no interior da trinca e numa área de 10 cm para a direita e para a esquerda da trinca aberta deve ser aplicada Metalatex Fundo Preparador de Parede pronto para uso , aplicar, apenas numa trinca aberta um mastique, produto indicado para tratamento de trincas de acordo com as instruções do fabricante;
aplicar duas demãos de impermeabilizante acrílico, intercalados pela colocação de uma tela de poliéster de 20 cm de largura, centralizada pela trinca;
o trabalho de reparo deverá ser disfarçado de acordo com acabamento desejado;
utilizando-se para este fim a Massa Acrílica Metalatex ou Novacor Massa Acrílica ou mesmo a Metalatex Textura Acrílica ou Novacor Textura Acrílica.
Manchas amareladas em paredes e tetos
São manchas causadas pela presença de nicotina proveniente da fumaça de cigarros, gordura (nas cozinhas) ou algum tipo de óleo, que pode ser proveniente de placas de gesso utilizadas como forros nos tetos.
Em todos os casos, proceder uma limpeza com limpador à base de amoníaco (do tipo multiuso) e repintar.
Nos casos em que as manchas persistam, o que pode acontecer na pintura de forros de gesso, deve ser contatado o 0800 55 40 37 antes de repintar.
Trincas e aderência prejudicada em madeira
As trincas e o descascamento em superfícies de madeira têm origem, principalmente, na utilização de produtos inadequados na sua preparação e/ou pintura. A utilização de tintas látex como seladoras ou de massa corrida para nivelamento de madeira dão origem a estes defeitos, uma vez que não possuem aderência e flexibilidade necessárias para aplicação nesse tipo de substrato.
A pintura executada com temperatura abaixo de 10C ou com umidade do ar acima de 85% também pode gerar trincas e má aderência da tinta, de acabamento.
Correção
Toda a tinta trincada e mal aderida, bem como massa de nivelamento, devem ser eliminadas com espátulas e lixamento.
A seguir, deve-se proceder à repintura como descrito em “Repintura em madeira – mau estado”.
Retardamento na secagem dos esmaltes
O fenômeno de retardamento de secagem dos esmaltes ocorre quando há saponificação da resina presente na tinta. Em alguns casos pode ser percebido o aparecimento de manchas na pintura ou, até mesmo, o escorrimento de óleos na camada de tinta.
Os esmaltes sintéticos podem sofrer este efeito por dois motivos principais:
Pintura sobre certos tipos de madeira ricas em resinas naturais (não secas), que podem migrar para a superfície gerando o problema; madeiras contaminadas por produtos químicos, como soda cáustica, utilizados para limpeza; madeira tratada com óleo de linhaça.
Pintura com esmalte sintético diretamente sobre superfícies de alvenaria em geral.
Estas superfícies apresentam elevado índice de alcalinidade, o que provoca a saponificação da resina alquídica componente dos esmaltes, do caráter ácido.
Correção
Antes da repintura toda a camada afetada deve ser removida com espátula e/ou escova de aço.
A madeira deverá se limpa com solvente orgânico (thinner), aplicado-o sobre a superfície até sua saturação para que, no momento de sua evaporação, carregue consigo as resinas ou óleos contaminados. Esta operação deve ser repetida tantas vezes quantas forem necessárias para que a madeira se apresente seca (sem resina ou óleo). Madeiras contaminadas por soda cáustica deverão ser limpas com água em abundância (de acordo com o tipo de madeira este procedimento não deve ser tomado, sob risco de seu empenamento).
No caso de utilização de esmaltes sintéticos sobre superfícies de alvenaria, antes de sua aplicação deve ser feita a pintura da superfície com um produto selador ou mesmo tinta de acabamento acrílicos, para que o esmalte não sofra o ataque de alcalinidade da superfície.
Uma vez tomados estes cuidados iniciais, basta aplicar (Metalatex/Aquacryl ou Novacor) esmalte sintético de acordo com as instruções das embalagens.
Enrugamento nos esmaltes
É o surgimento de ondulações entre as camadas de tinta, gerado pelo acúmulo de material proveniente de aplicação de camada excessivamente espessa de tinta, tinta mal diluída ou pintura sobre superfície muito quente.
Correção
Toda a camada afetada deve ser eliminada e limpa.
A superfície deve ser repintada de acordo com o descrito nos sistemas de pintura deste manual.
Crateras nos esmaltes
As crateras são formadas pela presença de espuma na tinta durante a aplicação.
Quando as bolhas de ar da espuma estouram, ocorre a formação das crateras. As bolhas de ar podem ser formar por agitação excessiva da tinta antes da aplicação, pintura com rolo executada muito rapidamente, uso de rolo de lã com pelos muito longos.
Superfícies sujas com óleos ou graxas também contribuem para este fenômeno.
Correção
A camada afetada deve ser lixada adequadamente ate que se apresente uniforme ou, nos casos extremos, deve ser removida.
Repintar de acordo com as instruções da embalagem.








